Palestra 'Coeducaçom afectivo-emocional e sexual' por Lola Ferreiro Imprimir
Escrito por Marcha Mundial das Mulleres na Galiza   
Domingo, 26 Abril 2009 20:11

Na passada sexta-feira, 24 de Abril, tivo lugar a palestra ‘Coeducaçom afectivo-emocional e sexual da perspectiva de género’ a cargo de Lola Ferreiro. Mulheres da nossa cidade partilhámos informaçom, inquietudes e estratégias de acçom socio-política em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos na nossa sociedade. Falámos da primeira lei de aborto na Catalunha em 1937, em que a mulher era atendida depois de 8 dias da primeira consulta, nas dispensarias (antigos centros de atençom primária) e onde a objecçom de consciência no pessoal médico estava regulada, garantindo assim a atençom sanitária da mulher na sanidade pública. Nessa altura nom era permitido e mesmo se penalizava a prática de abortos em consultas privadas.

A sexualidade é algo com o qual nascemos e a sua aceitaçom e normalizaçom na nossa vida desde crianças é fundamental para desenvolver umha vida sexual e emocional livre e satisfatória, e portanto a inclusom no currículo escolar da educaçom afectivo-emocional e sexual tem de ser umha demanda chave dentro de qualquer lei de aborto.

Com respeito às infra-estruturas sanitárias concordou-se que som insuficientes e inadequadas para as necessidades das mulheres, e em muitos casos as disposições legais de atençom específica para a mulher, que deveria estar normalizada nos centros de saúde, nom estam sendo cobertas.

Para o bom funcionamento dum sistema educativo e sanitário que garanta ‘o direito da mulher a decidir livre e responsavelmente o número de filhas e filhos, e o espaço de tempo entre os nascimentos’ assim como ‘adoptar as suas decisões em matéria de reproduçom sem sofrer discriminaçom, coacções nem violência’, tal e como foi disposto na Conferência do Cairo em 1994, é imprescindível que se ponham os meios educativos e sanitários adequados incluindo infra-estruturas e umha formaçom qualitativa do pessoal educativo e sanitário da perspectiva de género e com assessoramento continuado.

Conclui-se sobre a necessidade de trabalharmos todas as mulheres juntas: propiciar um diálogo entre todas as feministas do país e criar e fortalecer laços de comunicação e entendimento com a sociedade em geral com o fim de exercer pressom social e influir nas políticas da Galiza e do Estado.

As mulheres queremos umha lei de aborto que reconheça o nosso direito a tomar decisões livres e responsáveis e que garanta a saúde sexual e reprodutiva de todas as mulheres sem discriminaçom geográfica e na Sanidade Pública.

Última actualizaciónfeita en Domingo, 26 Abril 2009 20:18