MarchaMundialdasMulleresnaGaliza

Cambiar o mundo para cambiar a vida das mulleres, cambiar a vida das mulleres para cambiar o mundo

Protesto feminista anti-austeritário PDF Imprimir Correo-e
Escrito por Administradora   
Venres, 02 Marzo 2012 15:23
Às Cidadãs e aos Cidadãos
Aos Parlamentos Nacionais
Aos Governos dos países da União Europeia
Ao Parlamento Europeu
À Comissão Europeia
À ONU Mulheres, Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o
Empoderamento das Mulheres
.
Protesto Feminista Anti Austeritário
feminism-europe.jpg
.
Nestes tempos sombrios de austeridade, denunciamos as “respostas” neo-liberais  que agravam a  vulnerabilidade laboral e social das mulheres.  Estas medidas terão como consequência,  para     muitas pessoas e, em particular, para as mulheres,  o aumento do desemprego e da sua duração, da precariedade  laboral, da desigualdade salarial entre homens e mulheres, da diferenciação de género ao nível de reformas e das pensões. Perante isto, a dimensão e os impactos da pobreza serão ainda mais avassaladores.
.
Protestamos contra os cortes no investimento público como, por exemplo, os cortes orçamentais na área da educação, dos serviços  de  saúde sexual e reprodutiva, o desmantelamento de serviços e equipamentos  de apoio a crianças e idosos, a mercantilização do acesso à  habitação. Não  subestimamos os efeitos que estas medidas têm e terão na vida das mulheres.
.
Alertamos para o facto das medidas austeritárias  aumentarem a vulnerabilidade  das mulheres à violência de género, nomeadamente por colocarem em causa a sua autonomia económica.
.
Protestamos contra o agravamento da desigualdade e o ataque aos direitos laborais, assim como aos direitos conquistados na vivência da maternidade e da paternidade.
.
Denunciamos a secundarização, em vários casos o total apagamento, em tempos de crise, dos problemas inerentes à singularidade da situação das mulheres a nível laboral, familiar e social.
Alertamos para o agravamento da desigualdade nos usos do tempo de homens e de mulheres na família, acentuando a colagem cultural das mulheres à esfera da reprodução, e desvinculando o homem da responsabilização material e afectiva nas questões do cuidado da casa, dos/as filhos/as, das pessoas idosos/as, da família.
.
Denunciamos o pensamento neo-conservador e austeritário que procura impor valores assentes no “regresso das mulheres ao lar”, as políticas “familiaristas” e assistencialistas de submissão dos direitos individuais a um modelo familiar único.
.
Protestamos contra o discurso binário sobre as mulheres: por um lado as mulheres como agentes decisivos na poupança familiar, por outro a exclusão das mulheres da discussão pública crítica sobre a crise, particularmente ao nível da comunicação social, e na busca de formas alternativas de a encarar.
.
Alertamos para uma dimensão esquecida dos efeitos da crise ao nível das subjectividades, gerando sentimentos de insegurança, medo do futuro, depressão, isolamento e quebra das sociabilidades.
.
Alertamos para o clima de medo, de insegurança e de desespero que impera e que em nada contribui para sairmos desta crise.
.
Alertamos para os mitos e  as  narrativas  hegemónicas, complacentes e  derrotistas,  que tratam  os mercados financeiros como instâncias “neutras” e “inocentes” e tendentes à legitimação das actuais políticas de austeridade, que têm por base uma ideologia de concorrência, maximização e centralização do  lucro, rejeitando quaisquer responsabilidades sociais.
.
Protestamos contra as  ideias dominantes sobre economia e trabalho que excluem da esfera do produtivo o trabalho das mulheres não exercido nos espaços “tradicionais” de trabalho, como a fábrica, o escritório, etc.
.
Denunciamos a dupla, às vezes, a tripla discriminação, de que são vítimas as mulheres transexuais, as mulheres imigrantes, as mulheres lésbicas, as mulheres portadoras de deficiência, mulheres a quem ainda são negados direitos básicos de cidadania e  que são directamente atingidas por estas políticas recessivas.
.
Protestamos contra a ausência de controlo de milhões de pessoas sobre as suas próprias condições de subsistência.
.
DEFENDEMOS
  • A constituição de auditorias cidadãs às dívidas públicas e aos planos de austeridade e que estas incluam uma análise dos seus reflexos sobre a vida das mulheres.
  • Políticas alternativas à austeridade imposta  – políticas de justiça social, políticas de estímulo ao emprego, políticas não discriminatórias, antes emancipatórias, que garantam direitos sociais e laborais e caminhos de desenvolvimento económico e social.
  • Desenvolvimento, a nível político e público, de uma cultura de dignificação do trabalho com direitos em todas as esferas da vida.
  • Inclusão da dimensão da igualdade de género em todas as políticas públicas.
  • O apoio ao desenvolvimento de alternativas económicas que coloquem o desenvolvimento sustentável da vida humana, do meio ambiente e do bem estar colectivo no centro da organização económica e territorial.
COMPROMETEMO-NOS A
  • Dar visibilidade e contribuir para a participação das mulheres nos movimentos de contestação social face a uma política desumana e desumanizante.
  • Contribuir para a criação de mecanismos representativos de movimentos de cidadãos e de cidadãs, nomeadamente de mulheres, para o escrutínio crítico, moral e democrático das opções políticas e financeiras.
  • Inscrever perspectivas críticas que, contrariando as narrativas dominantes, estabelecem uma relação estreita entre o funcionamento dos mercados e a democracia.
  • Dinamizar redes sociais, feministas e outras, no processo de divulgação, informação e cooperação da problemática e luta das mulheres.
  • Reforçar um feminismo de agência como campo crítico e estratégico para a mudança, em ligação com outros movimentos sociais.
Apelamos à subscrição, individual ou colectiva, deste protesto feminista anti-austeritário, o que poderá ser feito até ao dia 6 de Março, enviando para o email Este enderezo de correo-e está a ser protexido de programas autómatas de envío de correo non sedexado, precisas activar o JavaScript para velo os seguintes dados: (subscrições individuais) Nome, ocupação, país, forma de contacto preferencial; ou (subscrições colectivas) Nome da organização, país, forma de contacto
preferencial.
Última actualizaciónfeita en Venres, 02 Marzo 2012 15:44
 

Participa!

unete.png

Opinión - Debate

A Viñeta

A MMM en Twitter

Perfil no Facebook de Marcha Mundial Mulleres Galiza

Enlaces Web











Banner Apoio:



Coloca un na túa páxina web !

Campañas:

cartazrumboagaza.jpg

4accion.png

fotocool_web.png

pgda.jpg

Cartel
Cartel

Publicacións:

tribunal_acusacion.jpg marchabrazil.jpg novasfeministas.jpglibroaiiiaccioninternacional.png portada_aborto.jpg24maio.png

Descargas:

Organizacións que integran a MMM:

NACIONAL
ADEGA [ir]
Andaina, Revista Galega de Pensamento Feminista [ir]
Anova [ir]
BNG - Comisión de Mulleres [ir]
Cerna [ir]
CC.OO - Secretaría da Muller [ir]
Esquerda Unida - Área da Muller [ir]
Forum Galego de Política Feminista [ir]
Galiza Nova - Asemblea de Mulleres [ir]
MÁMOA, Asociación Galega Pro Lactancia Materna
Mulleres Cristiás Galegas
Sindicato Labrego Galego - Secretaría das Mulleres [ir]
STEG - Asemblea de Mulleres [ir]
Xuventude Comunista [ir]
VIGO
AREA LOURA – Mulleres do Val Miñor
Asociación multicultural de mulleres [ir]
Colectivo Violeta
Dorna
Federación Veciñal Eduardo Chao - Vocalía da Muller [ir]
FIGA (Feministas independentes Galegas) [ir]
Mulleres Progresistas de Vigo [ir]
Nós Mesmas [ir]
Rede de Mulleres Veciñais Contra os Malos Tratos [ir]
FERROL
Fuco Buxán [ir]
Lefre de Caldereta [ir]
USTG - Departamento da Muller [ir]
PONTEVEDRA
Asemblea de Mulleres de Pontevedra
COMPOSTELA
LIBERANZA, Asociación de Promoción da Muller
COSTA DA MORTE
Buserana
A MARIÑA
Observatorio da Mariña pola igualdade [ir]

Organizacións que colaboran coa MMM:

Mulleres Nacionalistas Galegas [ir]

Usa software libre

Cartel

Quen está en liña?

Temos 63 convidados en liña