Ante a publicaçom da nova pastoral sobre a Família da Conferência Episcopal Espanhola, a Marcha Mundial das Mulheres na Galiza quere denunciar ante a opiniom pública os seguintes feitos:

*Que a Igreja Católica nom vai poder continuar mantendo por muito mais tempo as estruturas patriarcais e postulados misóginos que sostenhem os seus dirigentes. A luita feminista e a democratizaçom da sociedade avança e formula interrogantes sobre muitas questons relacionadas com a marginaçom das mulheres dentro da hierarquia e na interpretaçom das escrituras e nos estudos teológicos. Esse mesmo qüestionamento está já a emerger dentro da corrente de pensamento da Teologia Feminista.

* Que a Conferência Episcopal, está mais preocupada por ditar o que tem que suceder nas nossas camas e nos nossos úteros, que polas conseqüências que o seu discurso misógino e homófobo leva produzindo ao longo das geraçons que obrigatoriamente tivérom e tenhem que ser educadas na sua doutrina. Tampouco lhe preocupa as conseqüências que para a saúde pública tenhem directrizes como as relacionadas com o uso do preservativo (no caso do continente africano e o VIH, um verdadeiro genocídio), ou as pressons que realizam para a paralisaçom das investigaçons científicas como no caso das "células madre". Citando os próprios Evangélios "som sepulcros branqueados".

*Que o estado espanhol, como estado laico, devera romper todos os privilégios com os que conta esta elite fundamentalista, retirando o ensino da Religiom Católica dos centros públicos de ensino e cortando os subsídios aos centros privados que a mantenham no seu Curriculum. Podem resultar terroríficos os objectivos e contidos da área de educaçom afectivo-sexual que a própria Conferência Episcopal anúncia vai implantar nos centros educativos confesionais, e que vai impôr também na área de Religiom Católica nos centros públicos e subsídiados.

*Que a sociedade em geral tem-se que perguntar o por quê as vozes críticas dentro da Igreja som sistemáticamente silenciadas. Qual é a razom para que mentres a sociedade saúda as conquistas e avanços nos direitos das mulheres, na estrutura eclesiástica se afiançam os integrismos que relacionam esses avanços com a lacra da violência de género, que eles mesmos com a sua misoginia estám alimentando.

Galiza 3 de Fevereiro de 2004