. Boletim
Informativo, ano I, nº1, 2003
Convocatória da Mobilizaçom Europeia das Mulheres na Galiza Mobilizaçom Europeia na Galiza, em Vigo, o 22 e 23 de Maio de 2004 . Manifesto da Coordenadora Galega da Marcha Galiza, Setembro de 2003 . Manifesto da Coord. Europeia da Marcha París, Outubro de 2003 . Galiza, próxima cita europeia das mulheres. Vigo acolherá a mobilizaçom internacional da Marcha em Maio de 2004 Artigo divulgativo para a imprensa Manifesto da Coordenadora Galega da Marcha Por umha Europa de todas Diferentes sim, desiguais nom As mulheres de Europa em marcha por umha Carta Mundial das Mulheres para a Humhanidade A Marcha Mundial representa a vontade firme que temos as mulheres para mudar o mundo. Queremos acabar com a pobreza e a violência. Temos soluçons e alternativas para construir outro mundo. Desde os cinco continentes as mulheres nos unimos para marchar sob 17pontos de umha Tabela Reivindicativa comum. Agora seguimos marchando, trabalhando numha Carta Mundial das Mulheres para a Humhanidade, um manifesto global onde se recolham as alternativas FEMINISTAS para que outro mundo seja possível. Umha Carta que vai servir para interpelar aos governos e as institucións económicas e políticas e demandar-lhe mudanças profundas que erradiquem a pobreza e a violência. As mulheres europeias da Marcha Mundial levamos tempo trabalhando juntas nestas alternativas. Queremos contribuir à Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade a Europa que queremos construir, a Europa na que queremos viver. Para isso vamos realizar umha Mobilizaçom Europeia das Mulheres. Juntaremo-nos para debater que temos que dizer as mulheres europeias quanto os Direitos Universais, quanto a Economia, ecologia, Liberdade, Igualdade e Democracia. Juntaremo_nos para manifestar-nos, trocar experiências, fazer-nos ver e ouvir. As nossas conclusions somassem as de milhares de mulheres em todo o mundo para conseguir a redaçom definitiva dessa Carta Mundial. O ponto de encontro é a cidade de Vigo, em Galza, umha cidade aberta ao mar, desde onde enviaremos nossas propostas às mulheres doutros continentes. Ali estaremos todas, nom falteis. Marchamos por umha Europa plural, de culturas, credos, línguas e opçons sexuais; umha Europa onde as pessoas e os Povos sejam diferentes, mas nom desiguais. Umha Europa de portas abertas, acolhedora, hospitalária, que nom discrimine entre nativas e imigrantes, que nom expulse de seu seio a quem busque refúxio. Umha Europa onde a ciudadania nom seja um direito reservado para uns poucos. Umha Europa comprometida com o resto do mundo, com o meio ambiente e o desenvolvimento, com o reequilibrio das riquezas e a luita contra a fame, onde os benefícios nom se meça em cifras macroeconómicas senom em qualidade de vida e substentabilidade. Umha Europa respectuosa com o direito dos Povos à autodeterminaçom; comprometida com a paz e com o desaparecimento do armamento, com umha política ativa de preveçom e cesse das agressons armadas. Umha Europa onde os direitos humhanosincluam os direitos económicos, sociais, e políticos; onde o trabalho, a moradia, a educaçom, a saúde e os recursos nom estejam regidos pelos interesses econômicos de uns poucos. Umha Europa comprometida com a eliminaçom da desigualdade entre homens e mulheres. U umha Europa onde os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estem garantidos na lei e na prática. Umha Europa onde a violência de gênero, os prejuizos sexistas, o machismo, a divisom do trabalho, a dupla jornada e a discriminaçom, desapareçam da vida cotidiana das mulheres e onde os governos tenham o firme compromisso da sua erradicaçom. umha Europa sem prepoténcia e sem prejuizos, onde a igualdade, a justiça, a solidariedade, sejam tam comúns que nom se fale delas como coisas apartadas. Umha Europa onde a prioridade seja facilitar umha vida digna a toda a cidadania. Compostela, Setembro, 2003 22 de Maio de 2004 Fórum e Feira Feminista 23 de Maio Manifestação Europeia das Mulheres COORDENADORA NACIONAL DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES EM GALÍCIA
MANIFESTO DA COORDENADORA EUROPEIA DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES A Marcha Mundial das Mulheres representa a firme vontade que temos as mulheres para mudar o Mundo. No ano 2000, milhons de mulheres mobilizamo-nos para denunciar a violéncia de género e a feminización da pobreza. Esta luita continua e todas as organizaçons que coformamos a Marcha Mundial das Mulheres em Europa vos pedimos um novo esforço reivindicativo e de mobilizaçom no ano 2004 para manifestar-nos, trocar experiências, fazer-nos ver e ouvir, para propor aos governos e aos membros da sociedade civil as mudanças necessárias para melhorar a qualidade de vida das mulheres, para dar a conhecer nossas proposta para umha nova Europa. Separam-nos milhares de quilômetros, vivemos diferentes realidades, mas compartilhamos sonhos e esperanças. Mulheres de todas as origens e nacionalidades, de orientaçons políticas e sexuais diferentes, mas todas mulheres inconformes que nom se resignam à indignidad. A raiva nos move, nos mobiliza, acorda-nos. Cada una de nós sente-a num momento ou em outro. Quando umha mulher é assassinada, golpeada, acossada, violada ou desprezada. Quando umha bateira desaparece nas águas do estreito de Gibraltar, sepultando as vidas da gente que tentou procurar umha vida melhor. Quando a ambiçom dos senhores do petróleo deixa sua viscosa impressom de morte e destruiçom nas costas e nos areais, golpeando umha vez mais a umha populaçom empobrecida. Quando reduzem os gastos sociais e aumentam os gastos militares. Quando no nosso nome iniciam umha guerra. Quando nos dizem que a economia vai bem e reduzem os gastos sociais. Quando o salário nom chega para ter umha vida digna; quando nem sequer chega um salário. Na origem destas raivas muitas vezes há leis, interesses, prioridades... mas nom som as nossas. A guerra, a maré negra, a pobreza, a violência deixam ao descoberto as misérias de uns governos europeus submetidos aos interesses mercantis, que nom se preocupam nem da gente nin do futuro. Som as prioridades de umha Europa que nom queremos. Frente a esta Europa de ambiciosos mercadores, as mulheres da Marcha Mundial queremos umha Europa de todas. Queremos umha constituiçom que recolha a plena equiparaçom de mulheres e homens na vida política, económica, social e cultural; que garanta os direitos sociais e a qualidade de vida; que defenda e preserve os sistemas públicos de proteçom social e o meio ambiente; que permita a chegada e a integraçom das pessoas imigrantes; que defenda o direito de autodeterminaçom dos povos; que recolha o direito das mulheres a dispor de nosso corpo e a eleger nossa forma de vida, nossa sexualidade e nossa orientaçom sexual. Queremos que o 22 e 23 deMaio do ano 2004 as mulheres europeias juntemos nossas raivas, nossas inconformidades e provoquemos desde Galiza, o país mais ocidental da Europa, ponto zero da maré negra do ano 2002, umha maré mais de impacto do que a do Prestige, que obrigue aos governos europeus a priorizar a vida e o futuro. PORUMHA EUROPA DE TODAS Diferentes se, desiguais nom Paris, Outubro de 2003
Galiza, próxima cita europeia das mulheres Vigo acolherá mobilizaçom internacional da Marcha Mundial das Mulheres em Maio de 2004 Dous fôrom os motivos valorados pola Coordenaçom Europeia para escolher a Galiza como lugar de encontro e mobilizaçom. A catástrofe do Prestige desenvolveu um sentimento de solidariedade na Marcha e as representantes galegas soubérom defender a necessidade de descentralizar a acçom dos países tradicionalmente localizados nos centros de poder económico e político, para colocá-la na periferia, neste caso num país sem estado próprio, sem direitos reconhecidos e que acabou de sofrer umha das maiores catástrofes ecológicas dos últimos tempos. Para além disso, a Marcha reconhece ter pouco desenvolvido o seu discurso em relaçom ao desenvolvimento sustentável do planeta. A Galiza seria, neste momento, um ponto na Europa de triste actualidade para serem tratados estes temas. Esta mobilizaçom vai desenvolver-se num momento político onde as mulheres arriscamos muito. O modelo patriarcal de construçom europeia vai ficar redigido numha Constituiçom. Diante desse modelo, as feministas propomos outro. Marchamos por umha Europa plural, de culturas, credos, línguas e opçons sexuais; umha Europa onde as pessoas e os povos serám diferentes mas nom desiguais. Umha Europa de portas abertas, acolhedora, hospitaleira, sem qualquer discriminaçom entre nativas e imigrantes, que nom expulse a quem está à procura de refúgio. Umha Europa em que a cidadania nom seja um direito reservado a umha minoria. Umha Europa comprometida com o resto do mundo, com o ambiente e o desenvolvimento, com o reequilíbrio das riquezas e a luita contra a fome, onde os benefícios nom forem medidos em números macroeconómicos mas em qualidade de vida e sustentabilidade. Umha Europa respeitosa com o direito dos povos à autodeterminaçom, comprometida com a paz e com a desapariçom do armamento, com umha política activa de prevençom e cessaçom das agressons armadas. Umha Europa onde os direitos humanos incluirám os direitos económicos, sociais, e políticos, onde o trabalho, a habitaçom, a educaçom, a saúde e os recursos nom estiverem regidos polos interesses económicos de umha minoria. Umha Europa comprometida com a eliminaçom da desigualdade entre homens e mulheres. Umha Europa onde os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estiverem garantidos na lei e na prática. Umha Europa em que a violência de género, os preconceitos sexistas, o machismo, a divisom do trabalho, a dupla jornada e a discriminaçom, desapareçam da vida quotidiana das mulheres e em que os governos adquiram o firme compromisso de erradicarem estas injustiças. Umha Europa sem prepotência e sem preconceitos, onde a igualdade, a justiça e a solidariedade forem tam comuns que nom se fale delas como cousas distantes. Umha Europa em que a prioridade seja facilitar umha vida digna a toda a cidadania. Vamos fazer-nos visíveis em Vigo, nos dias 22 e 23 de Maio. Ainda que o programa nom esteja ultimado, no dia 22 será celebrado um Fórum de Debate, e ao longo do dia poderemos assistir às actividades que se vam desenvolver na Feira Feminista, nos diferentes espaços destinados a expor alternativas e experiências sobre temas como a violência, os direitos laborais, as liberdades sexuais, a feminizaçom da pobreza, a imigraçom, etc. Finalizará a jornada com um macroconcerto em Castrelos que contará com a participaçom de artistas galegas e do resto de Europa. O domingo 23 será celebrada a manifestaçom, que pretende representar a apoderaçom das mulheres do espaço público e umha demonstraçom da força do movimento feminista com o seu poder transformador. Já começou a contagem decrescente para marcharmos diante. No passado mês de Setembro a Coordenadora Europeia da Marcha Mundial das Mulheres deu início à contagem decrescente para a mobilizaçom que se celebrará em Maio de 2004 na cidade de Vigo. A rede feminista internacional que luita pola erradicaçom da pobreza e da violência contra as mulheres tentará reproduzir na Galiza a grande manifestaçom das mulheres que tivo lugar em Bruxelas em Outubro de 2000. A Marcha Mundial das Mulheres reclama umha Europa onde as pessoas e os povos serám diferentes mas nom desiguais Arriscamos muito neste momento. O modelo patriarcal de construçom europeia ficará redigido numha Constituiçom.
Novembro 2003 [Índice dos Boletíns Informativos]
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