MENOS DISCURSOS E MAIS RECURSOS
No dia Internacional das Mulheres
8 de Março 2005
A igualdade de direitos entre mulheres
e homens semelha estar tam assumida que qualquer discriminaçom
começa a provocar controvérsia, como podemos comprovar
diante da aprovaçom da recente Lei contra a violência
de género. Porém este debate transforma-se em indiferência
diante da realidade da desigualdade na vida acotiam.
Os poderes públicos aprovam leis e planos de igualdade,
muitas vezes baldios por nom ir acompanhados dos recursos necessários
para os levar adiante.
É necessário pôr de manifesto a contradiçom
entre os discursos de preocupaçom pola situaçom
das mulheres e os recursos que se destinam a paliar esta situaçom.
Fala-se com preocupaçom da conciliaçom
da vida familiar e laboral, mas:
. Nom se preocupam de ajeitar os horários de trabalho às
necessidades humanas.
. De responsabilizar também aos homens do trabalho doméstico.
. Nem sequer ponhem os recursos necessários para atender
as pessoas dependentes:
- Centros de dia, residências, atençom domiciliária,
atençom sócio-sanitária, etc., para pessoas
maiores.
- Praças públicas em escolas infantis com horários
ajeitados, comedores escolares, transporte, etc., para as crianças.
- Pessoal de apoio, reabilitação, etc., para pessoas
com problemas psíquicos ou físicos.
Homens e mulheres temos direito ao trabalho,
mas:
. O índice de paro das mulheres é o duplo na Galiza
sem que se tome como umha prioridade o combater. (Possivelmente
porque se necessita que nos quedemos na casa para cobrir a falha
de serviços públicos).
. A precariedade afecta maioritariamente às mulheres sem
que se investigue de forma específica.
A igual trabalho igual salário, mas:
. Seguimos ganhando um 25% menos que os homens sem que se faça
nada por revalorizar os trabalhos e as categorias feminizadas
e mal pagadas e sem que se investigue a possível
discriminaçom nos ascensos, etc.
Temos direito a umha vida digna, mas:
. Nom se garantem uns ingressos mínimos por pessoa.
. As pensións de muitas mulheres contributivas e
nom contributivas som miseráveis devido aos cativos salários
e as cativas cotizaçons nalguns sectores feminizados: agricultura,
marisqueio, serviço doméstico, etc.
. A reforma da RISGA é insuficiente e queda moi longe do
salário social que palie as situaçons de pobreza
que sofremos maioritariamente mulheres.
Condenam a violência de género,
mas:
. Nom ponhem os meios necessários para ajeitar o aparelho
judicial à letra da lei.
. Non aumentam as dotaçons e os serviços de atençom
às vítimas, senom que nalguns casos os privatizam
e os recortam.
. Seguem sem formar ajeitadamente ao professorado, pessoal sanitário,
pessoal judicial, serviços sociais, etc.
Asseguram que vivemos numha sociedade em
igualdade, mas:
. Direitos básicos como o do aborto seguem sem estar garantidos,
porque nom está incluído na sanidade pública,
mesmo os poucos casos que se podem incluir dentro da Lei som inviáveis
pela objeçom imposta pelo Opus Dei na maioria dos hospitais
públicos.
. O ensino segue sem garantir a coeducaçom enfrentando
às mulheres moças a novos problemas como a anorexia
e bulimia em constante expansom.
. A imigraçom trace às costas das mulheres a carga
patriarcal:
discriminaçom, exploraçom sexual, marginaçom,
indefensom ante a violência...
...
MENOS DISCURSOS E MAIS RECURSOS
Ver Convocatórias
[+ Info]
Coordenadora Nacional da Marcha
Mundial das Mulleres
|